A conta de luz deve aumentar, após decreto que abre espaço para Aneel definir empréstimo para distribuidoras

Nessa sexta-feira (14) o governo publicou no “Diário oficial” em que abre caminho para um empréstimo às distribuidoras de energia elétrica, com o objetivo de compensar as perdas na crise hídrica. O blog apurou que o valor do empréstimo deve ficar em até R$ 6 bilhões, ao contrário dos R$ 15 bilhões estimados inicialmente.
Serão pagos na conta de luz pelo consumidor os custos do empréstimo, que já é impactada por outros empréstimos e custos do setor, como a Conta-Covid.
O empréstimo foi necessário porque, com a crise hídrica, as distribuidoras precisaram comprar energia de termelétricas mais caras. A tarifa extra criada pelo governo, chamada de escassez hídrica, que adicionou R$ 14,20 por cada 100 kw/h consumidos, não foi suficiente para bancar o custo.
Na época que foi discutido qual seria o valor da bandeira tarifária extra, a Aneel defendia um valor acima de R$ 20. Para evitar um impacto maior na inflação e o desgaste político de um aumento muito grande na conta de luz, o governo optou por um valor menor, de R$ 14,20, até abril.
O presidente da entidade Marcos Madureira, afirmou ao blog que as distribuidoras tem se endividado para arcar com os custos.
A Associação Nacional das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), o rombo das distribuidoras ultrapassa R$ 15 bilhões.
Segundo fontes do governo, se daria porque as chuvas acima da média no país, principalmente no Norte, onde se encontra as maiores hidroelétricas, foi feito uma redução no valor da energia desde o final do ano passado e começa a compensar os gastos das distribuidoras.
Foi publicado uma medida provisória pelo governo em dezembro abrindo espaço para o empréstimo, mas ainda faltava a regulamentação para definir os valores. O valor menor do empréstimo (de R$ 15 bilhões para R$ 6 bilhões).
Segundo fontes, é que a primeira parte do valor seja liberada em março.



