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Quais os sintomas da dengue e como diferenciá-la da variante ômicron da covid-19

Verão e época de chuvas trazem explosão no Brasil de casos de dengue, que tem sintomas parecidos com covid-19

Febre, dores de cabeça e corporais, cansaço e mal-estar. Nos últimos dois anos, esses sintomas têm sido logo associados com a suspeita de ter contraído covid-19.

Mas a passagem do verão com a chegada da época de chuvas no Brasil leva todos os anos a uma explosão de casos de uma doença com esses mesmos sintomas: a dengue. Sem falar na epidemia de gripe que tem atingido diversas cidades brasileiras.

Diante dessa aparente confusão com os sintomas, que têm levado muita gente a ter dúvidas sobre que tipo de doença contraiu, há tantas semelhanças assim entre dengue e as variantes da covid? Ou sintomas, prevenção, tratamento e frequência de casos são bastante diferentes?

Em resumo, mesmo que ambas sejam causadas por vírus, são doenças com diferenças claras em grande parte dos sintomas, na forma de transmissão e em como devemos lidar com elas nos próximos meses e anos. Mas as estatísticas de ambas as doenças são graves e preocupantes hoje no Brasil.

Os sintomas podem ser parecidos à primeira vista, mas são bem diferentes. Quando pessoas leigas, sem conhecimento especializado, analisam a lista de sintomas da dengue e da covid-19, podem achar que as duas condições são parecidas porque ambas têm entre os possíveis sintomas febre, dores de cabeça e no resto do corpo, cansaço e mal-estar. Mas não é bem assim.

A começar pelo sintoma da febre alta, sintoma clássico que aparece abruptamente como primeiro sintoma no começo da infecção por dengue. No caso da covid-19, esse sinal não necessariamente é o primeiro e em muitos casos pode nem aparecer.

Os sintomas respiratórios, bastante comuns na covid-19, são raros “na dengue, que não costuma causar sintomas respiratórios como coriza (nariz escorrendo), obstrução nasal (nariz entupido) ou tosse”, explica a médica infectologista Melissa Falcão, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Profissionais de saúde e autoridades têm reforçado a importância de se identificar esses sintomas dessas doenças, o mais rápido possível, o que pode reduzir o número de internações e mortes.

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