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Justiça determina prisão preventiva de suspeito de matar palmeirense.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decretou no último dia(13) a prisão preventiva de José Ribeiro Apóstolo Junior, suspeito de atirar em Dante Luiz de Oliveira, de 42 anos. O torcedor do Palmeiras não resistiu aos ferimentos e morreu no ultimo dia 12/02.

O juiz Renato Augusto Pereira Maia sustentou sua decisão baseado no fato de Apóstolo Junior ter sido encontrado com uma arma logo após Dante Luiz de Oliveira ter sido baleado. “Portanto, que a instrução se debruce sobre fatos relevantes, como exame de balística, bem como oitiva de outras testemunhas, sendo os indícios acostados aos autos suficientes para o acautelamento”, decretou o magistrado.

José Ribeiro Apóstolo Junior foi preso em flagrante ontem pela Polícia Militar. Em depoimento, ele, que é agente penitenciário, afirmou ter atirado em legítima defesa. A tese foi colocada em dúvida pelo juiz responsável por julgar um possível afrouxamento da prisão até que o caso fosse julgado. “A tese de legítima defesa, por sua vez, exige que o magistrado se debruce sobre elementos de prova ainda não acostados aos autos, como vídeos produzidos pela imprensa, gravações realizadas por eventuais pessoas que estivessem no local. Afasto, portanto, a tese, sempre juízo de reanálise”, escreveu.

Pouco mais de cinco minutos após o apito final da derrota de 2 a 1 do Palmeiras para o Chelsea na decisão do Mundial de Clubes, bombas na rua Palestra Itália obrigaram os torcedores e os ambulantes a saírem correndo, subindo a rua Caraíbas. O gás de pimenta era muito forte e algumas pessoas chegaram a passar mal com as bombas. Na correria, também houve muita confusão e empurra-empurra. A tentativa de dispersar os torcedores fez com que muitos buscassem abrigo nos bares da região. O torcedor do Palmeiras suspeito de cometer o crime foi flagrado correndo com uma arma na mão. A polícia trabalha com algumas hipóteses e não descarta um acerto de contas entre os envolvidos.

O Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) apontou que o suspeito de matar o torcedor palmeirense estava encurralado por “indivíduos com uniforme da torcida Mancha Verde”, que passaram a agredi-lo com chutes, socos e garrafadas. Ainda segundo o relato, neste momento policiais ouviram o disparo e o indivíduo correu, mas a polícia conseguiu contê-lo.

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