Chuvas deixam moradores ilhados e suspendem aulas em cidades de Goiás
Teve ainda registro de rios que quase transbordaram, queda de árvores e estradas e pontes impossibilitadas de serem trafegadas. Moradores relataram 'medo'.

As chuvas desta quinta-feira (17) deixaram vários moradores ilhados e causou até a suspensão de aulas em cidades de Goiás. Em Pirenópolis, uma das principais cidades turísticas do estado, uma ponte de madeira quase foi levada pela força da água do Córrego Ipanema.
“A gente necessita da ponte para se locomover. Tem idosos. Foi muita água e agora está perigoso. Tem que atravessar pelo córrego”, disse a moradora Claudete Moreira.

Em Montes Claros de Goiás, no oeste goiano, moradores relataram que as aulas no Colégio Estadual Francisco Modesto tiveram de ser suspensas por causa das fortes chuvas. A dona de casa Jeane Ferreira, de 34 anos, disse que se assustou com a tempestade. Um vídeo mostra a força da água em um ponto da cidade (assista acima). Um escritório de uma empresa da cidade ficou alagado.
“A gente ficou com muito medo. A chuva foi bem forte. Árvores caíram. Causou muitos estragos na cidade”, relatou.

Em cidade de Goiás, o Rio Vermelho, que atravessa o centro histórico do município, encheu e quase transbordou, no início desta manhã. Segundo a prefeitura, o rio ficou bastante cheio até por volta das 13h e voltou ao nível normal durante a tarde. Não danos maiores, desabrigados ou queda de energia, segundo o município.

A população de Nova Veneza, na Região Metropolitana da capital, amanheceram com a Ponte Gameleira totalmente coberta pela água. O nível do Rio Meia Ponte, que corta a cidade, estava acima do normal. Moradores informaram que o trânsito ficou interditado por causa do risco de aquaplanagem.

Previsão do Tempo
De acordo com o Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (Simehgo), a previsão é de que as chuvas continuem em todo o estado nos próximos dias. Para sexta-feira (18), a estimativa é de chuvas intensas com até 40 mm. Em uma semana, pode chover até 150 mm, segundo o Simehgo.



