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Prefeitura de Itapuranga é acusada de omissão e retaliação política contra educadora

Um relato recebido pelo Jornal Impacto Xixá levanta suspeitas de retaliação política dentro da Prefeitura de Itapuranga. Segundo informações encaminhadas à reportagem, uma educadora da rede municipal — com forte atuação técnica e política ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) — teve seu pedido de progressão salarial ignorado pela gestão, mesmo após decisão judicial favorável.

O pedido de reconhecimento do título de mestrado, feito em agosto de 2024, garantiria, por lei, o avanço funcional e reajuste salarial. Apesar de haver decisão judicial liminar determinando o pagamento, a gestão municipal não teria cumprido a ordem. O mesmo título teria sido reconhecido, por sua vez, a outra servidora da rede, supostamente ligada a um partido aliado diferente, o que reforça, segundo o relato, a hipótese de tratamento político desigual.

A situação teria ganhado contornos mais complexos por envolver uma figura que participou ativamente da campanha do atual prefeito e foi responsável pela elaboração do plano de governo da gestão. Mestre em Políticas Públicas Educacionais e integrante da Executiva Estadual do PT, a educadora mantém relações próximas com as deputadas Adriana Accorsi e Bia de Lima, apontadas como “defensoras históricas da educação pública”.

A falta de resposta e o descumprimento da decisão judicial são interpretados como manifestações de retaliação, fruto do atual distanciamento entre o prefeito Paulinho e lideranças tradicionais do PT. Apesar de filiado ao partido, o gestor municipal estaria se afastando de suas diretrizes, o que teria provocado desconforto entre militantes e setores da base que o ajudaram a chegar ao poder.

O episódio vem à tona dias após outra matéria do Jornal Impacto Xixá revelar que um servidor aliado da gestão ajuizou três ações contra a Prefeitura, cobrando quase R$ 200 mil por direitos funcionais, incluindo progressão e horas extras. No mesmo período, o advogado responsável por defendê-lo foi nomeado para uma assessoria jurídica do Executivo municipal. O contraste entre os dois casos acirrou críticas à administração, que, segundo interlocutores da área educacional, tem adotado critérios políticos para reconhecer ou negar direitos.

O novo episódio teria sido recebido com preocupação por setores do magistério e por lideranças do próprio PT local, que veem na suposta omissão uma ruptura com o discurso de valorização da educação. Para eles, a situação exporia não apenas uma crise institucional, mas uma divisão dentro da própria base que sustenta o governo municipal.

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